Cântico negro (excerto)

José Régio


“Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...”

 

“Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...


canwebefrank.com

scenster

 

Speculating Black, Speculating Queer

If for some strange reason you happen to be in D.C. next Wednesday, dont mind being surrounded by a bunch of anthropologists, and can afford the conference registration free, check it out. I'm looking for to it. "Difference, (In)Equality, and Justice" 106th American Anthropological Association Annual Meeting Nov 28 - Dec 2 Washington, DC Panel (November 28th, 7pm) Speculating Black, Speculating Queer: Toward a Black Queer Anthropology Shaka McGlotten, Ph.D. Marlon M. Bailey, Ph.D. Eileen Hayes, Ph.D. Frank Leon Roberts
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abstract: "Within contemporary intellectual and academic communities, difference has become synonymous with the social production of categorical identifications. But as the still ongoing and frequently contentious debates about identity politics affirm, categories of race, gender, sexuality, and class alone seem woefully insufficient as adequate descriptors of social reality, subjectivity, and everyday life. Working from the notion that difference is not only always already intersectional but also a notion that demands ongoing theoretical scrutiny and reevaluation, this panel proposes to examine new work from within anthropology that speculates on black queer lives and politics. As a diverse group of lesbian and gay anthropologists have noted, as a discipline, anthropology has been slow to assimilate the theoretical insights of queer theory. (There are, of course, groundbreaking and still very relevant exceptions to this general rule). More attuned to the contingencies and political economies of race, numerous anthropologists have created nuanced accounts of racial difference, especially as it articulates with class and gender. Why, then, if intersectional and multi-sited works have become de rigueur have so few studies emerged in recent years that address both race and homosexuality?

Corpos Coloniais: Queering Latinoamerica – 4ª. Parte

Na Colômbia moderna, a conexão entre desigualdade estrutural, estereótipos raciais e sexuais, e a história particular dos conflitos políticos informa, sob o marco de determinada “orden racial”, a performação de corpos racializados Os conflitos das ultimas décadas entre o governo, paramilitares e grupos esquerdistas, como as FARC, têm provocado o deslocamento de milhares de pessoas, numa tragédia humanitária sem precedentes na América Latina. Grande parte desses “desplazados” são justamente originários das áreas tradicionalmente ocupadas pelos negros. Em função da guerra, grandes contingentes afrodescendentes deslocam-se, dessa forma, da zona rural e costeira para a periferia de grandes cidades, como Bogotá e Cali. 

 

É nesse contexto que homossexuais afrodescendentes devem sobreviver e encontrar condições para elaborar estilo, identidade e formas culturais próprias, como descreve em sua dissertação, Maria Elvira Díaz Benítez.

 

Por outro lado, como, na Argentina e em outras partes da América Latina, na Colômbia os ambientes homossexuais, também acolhem rapazes não-homossexuais. Assim como, nas comunidades populares não é incomum atividade homossexual, eventualmente mediada por contrapartidas materiais. Como um dos informantes de Maria Elvira relata:

 

 

Em minha terra é comum ver rapazes que tem suas namoradas e suas mulheres – e que não são homossexuais – comerem um marica porque lhes da grana. Muitos deles mantém suas famílias assim, porque geralmente são bem pobres; às vezes não são pobres, mas gostam, porque da pra comprarem roupa e gastarem bem. Todo mundo pode saber, mas a coisa não passa de um ou outro comentário, porque às vezes o mesmo rapaz se encarrega de contar aos amigos e ate debocha do tipo que esta tirando grana” (Maria Elvira Díaz Benítez, Negros Homossexuais: Raça e Hierarquia No Brasil e Na Colômbia, 2005).

 

  

 

A sexualidade, como outros produtos da atividade humana, está intermediada por conflitos de interesse e manipulação, nesse sentido, o sexo é sempre político. Assim, uma teoria radical da sexualidade deveria identificar, descrever e denunciar formas de opressão e injustiça eróticas. Ou como a opressão de base sexual conduz a outras estigmatizações e violências. Do mesmo modo, deveria estar atenta aos modos vernáculos e populares de sexualidade e às formas de insubordinação e ambigüidade presentes nesses “mundos” marginais e intersticiais. Uma política radical das sexualidades na América Latina deveria considerar e, na verdade, aprender, com todas essas formas mutantes e radiosas.

 

 

 

Osmundo Pinho

Corpos Coloniais: Queering Latinoamerica – 3ª. Parte

A economia política do corpo colonial parece baseada em uma economia política do abuso sexual. Como aponta Nelson Maldonado-Torres “Una vez que los tales son vencidos en la guerra, se les ve como perpetuos sirvientes o esclavos, y sus cuerpos vienen a formar parte de una economía de abuso sexual, explotación y control”. O sistema sexo-gênero, essa economia política da sexualidade, como um modo de produção de corpos sexuados, também é, na América Latina, uma economia política do abuso sexual e racial colonial, como o modo de produção de corpos coloniais assujeitados.

 

 

 

As epistemologias e corporalidades alternativas, contra-hegemônicas e não-eurocêntricas, produzidas nesses territórios, ficaram de fora dos pactos nacionais, simbólicos e políticos, sendo representadas apenas como resíduos, curiosidades, testemunho do passado e do atraso, ou sendo incorporadas, canibalizadas, pelas elites criollas, ou quase-brancas, no esforço modernista de fagocitar as formas populares de expressão cultural. Antropofagizada, a cultura negra ou indígena torna-se assim, totem para exorcizar a presença real, física, não da cultura negra ou indígena, mas dos próprios negros e indígenas.

 

“Os discursos e silêncios” sobre a sexualidade, como aponta Carlos Figari, foram, e são, fonte de injustiça, violência e privação de direitos na América Latina. A diferenciação dos corpos, e sua hierarquização colonial, demandaram a sua regulação por meio de suas racialização e sexualização. Como um modo para proceder-se a distinção entre selvagens (negros, índios e mestiços) e civilizados, “metáfora constitutiva do sistema colonial latino-americano”.

 

 

 

A relação entre Estados autoritários, violência e regulação da sexualidade e dos corpos insubmissos, corresponde a processos particulares de desenvolvimento da democracia, e de formação de novos sujeitos políticos, em muitos países de nossa região. Na Argentina, a convivência do regime militar com as “locas” foi permeada de tensão, perseguições, mas também de certa ambigüidade erótica, como descrevem Flavio Rapisardi e Alejandro Modarelli.  Em meio a prisões arbitrárias, extorsões e achaques, a maleabilidade do desejo homossexual, que se investe em “locas” (gays) e “chongos” (rapazes da periferia), encontra expressão em bailes suburbanos.

 36 year old, capricornian, deviant, bajan-born, working class, barbadian-born, immigrant, Black conscious, dark-skinned, fat, out queer, femme, far seer and militant mama who lives, loves, works and struggles here on first nations' land [canada].

a radical third wave feminist and
ethnical slut , t.j. is a non-unionized, freelance community worker who has been sharing her ideas and wisdom since she came out as a black queer youth 14 years ago.


darkdaughta logo

Looking for some pink disruption??
Here are some texts that’ll tell you why and how to do it.

WOT'S A PINK BLOCK ? (in english)

ENVISIONING AN ANARCHIST ALTERNATIVE TO QUEER POLITICAL CO-OPTATION (en) _Tom Thomson
A vibrant (and very long) treatise by an anarcho-gay activist which promotes an american gay movement that is radically different from the current militantism fettered by lobbying, integration, and pink money.

LESBIAN AVENGER ACTION OUTLINE (en) _The Lesbian Avengers
An excellent little guide for beginning activists who want to commit their first direct action without making mistakes or missing any details.

SPEAK NOW OR FOREVER HOLD YOUR PEACE? WHY WE NEED QUEER CRITIQUES OF GAY MARRIAGE (in english) _Susan Thompson
An article which originally appeared in the magazine Canadian Dimension, which opposes the demand for gay marriage and recent feminist history.

QUEER: IT’S NOT NORMAL! (fr) _Sylvie Tomolillo
An excellent summary of the major branches of “queer theory”, a movement born in the United States in the late 1990s, which calls into question the traditional female/male and homo/hetero binaries.

 "QUEER" THOUGHT AND THE DECONSTRUCTION OF THE LESBIAN SUBJECT (fr) _Line Chamberland
A critical discourse on the Queer Movement and the setbacks it could face within the Women’s and Lesbian movements. (Yes, we can critique ourselves too…)

Corpos Coloniais: Queering Latinoamerica – 2ª. Parte

 

No contexto norte-americano, a política queer, representada por organizações como o Act Up e outras, surgiram num momento em que as conquistas homossexuais, em grande medida caudatárias das conquistas negras por direitos civis, pareciam caminhar para uma agenda de integração e assimilação ao “sonho americano”. Os modos de vida homossexuais pareciam hegemonizados por homens brancos de classe média, que cada vez mais se voltavam para reprodução de padrões de sociabilidade e performance pública semelhantes aos heterossexuais. O modelo hegemônico de homossexualidade proposto caminharia em direção à integração, cultivando valores “hetero-imitatives”. Esse modelo, e esses valores, estariam baseados na interdição de corpos e sujeitos inassimiláveis, negros, latinos, radicais sexuais, “bitch queens”.

 

 

 

No âmbito da política radical de coalizões, como propõe Cathy Cohen, e de uma crítica “Black” à teoria queer, Frank Leon Roberts questiona, por exemplo, o que o casamento gay faria pelos gays “não-garantidos”, em situação de completa vulnerabilidade, e porque o casamento deveria ser a única (ou a melhor) forma legítima de arranjo de parceria, apto a receber benefícios e direitos. Porque, pergunta, teríamos que ser casados para sermos respeitáveis e termos dignidade e acesso a benefícios?

 

I’ve found myself slightly disgusted by the current brand of gay and lesbian activist rhetoric that is more focused on proving that ‘gay people are normal too’ rather than challenging ‘normalcy’ itself as socially, politically and historically specific construction” (Frank Leon Roberts, Why I Hate Gay Marriage, 2006).

 

De modo ainda mais radical, Kenyon Farrow, assegura que o casamento gay é anti-negro. E mais, a instituição do casamento é uma instituição patriarcal e burguesa, que oprime a mulher e dissidentes sexuais. A pergunta fundamental para esses autores é, o que o casamento gay traria de positivo não só para Black queers, mas também para toda a comunidade negra.  

 

 

A batalha sobre regulação da vida sexual é uma batalha para separar corpos e sexualidades “aceitáveis”, daqueles outros corpos-sexos inaceitáveis ou inassimiláveis. Estes têm sido constantemente conduzidos a formas guetificadas, marginalizadas ou periferalizadas de vida social. A província social dos inconformistas sexuais está, assim, desproporcionalmente sujeita à pobreza, violência e opressão, de modos concretos, e concretamente visualizados, quer seja nos centros urbanos das grandes cidades, ou em suas vastas regiões periféricas. O mundo dos sexualmente dissidentes está, e esteve, sob constante ataque. São assim, essas regiões e seus habitantes, desprezados e temidos

Corpos Coloniais: Queering Latinoamerica – 1ª. Parte

 

A motivação essencial para o esforço crítico aqui representado é a insubordinação pessoal, política e subjetiva, que se insurge contra a particularização a que se vê reduzida a subjetividade inconformista de sujeitos sociais racializados e sexualizados. Como coloca Aníbal Quijano, “la corporalidad es el nivel decisivo de las relaciones de poder”. Sendo assim, o controle do corpo, e a condenação dos subalternos à “geografia da pele e da raça”, encarnada em seus corpos, vencidos, despossuídos e abusados, está no núcleo da configuração que a crítica teórica deveria atacar. O que nos permitiria pensar o corpo colonizado como eixo de uma luta política secular.

 

 

 

O inconformismo desses corpos, materializados sob o manto espesso da colonialidade de poder na América Latina, clama por genuíno engajamento intelectual e subjetivo. Sua consideração política, por outro lado, não significa basear-se a política emancipatória radical num corpo “dado”, ou “natural”, a-histórico, representado como um repositório de leis inabaláveis que precedem o discurso, a política ou a vida pública socialmente regulada.

 

Não são os corpos, negros ou brancos, masculinos ou femininos, que sustentam políticas, ou bio-políticas, mas inversamente, são essas em seus aspectos discursivos e estruturantes, que produzem os corpos, os localizam e fazem deles alegorias replicadas da supremacia branca, da dominação masculina e da opressão sexual. Politizar o corpo colonial subalternizado é, dessa forma, devolve-lo para o campo da política e da discursividade. Retirá-lo da relativa opacidade em que se encontra, para lançá-lo, impenitente, ao campo das lutas políticas mais amplas.

 

 

Além da influência pós-estrutural, demonstrada na crítica ao essencialismo e ao “fechamento identitário”, a ênfase proclamada, e vivida, no engajamento subjetivo é o aspecto crucial para a teoria queer. A história da teoria queer não pode ser desvinculada, em seu contexto original, da história da política queer. A menos que preservemos da teoria apenas seu caráter de “mercadoria” acadêmica, circulando nos espaços universitários “incorpóreos”, como mais uma novidade, gadget intelectual, recém chegado do Norte Global.

 

What is B/GLAM? http://www.bglam.org/

Founded in 1999 by author Marvin K. White and performer Cedric Brown, B/GLAM uses the arts a a vehicle both to build community between Black gay/same gender loving men, and to highlight our creativity to the broader community.  B/GLAM is a fiscally-sponsored project of Intersection for the Arts.

Over the past seven years, B/GLAM has presented a number of events, including an international film night, an ongoing writers’ group, “Meet the Author” dinners, HIV prevention workshops, and an LGBT Kwanzaa program. Our core events have included a black gay arts festival (visual arts, performances, and spoken word), co-sponsored by the
Queer Cultural Center, and the November writing retreat held at the  Headlands .

Zapatismo en el Harlem del Este (El Barrio)

El Movimiento por Justicia del Barrio, inspirado por La Otra Campaña Zapatista, une a las comunidades de Nueva York para que luchan contra el aburguesamiento


Por RJ Maccani
Especial para The Narco News Bulletin

25 de octubre de 2007

“Un eco que se convierte en muchas voces, en una red de voces que, frente a la sordera del Poder, opte por hablarse ella misma sabiéndose una y muchas, conociéndose igual en su aspiración a escuchar y hacerse escuchar, reconociéndose diferente en las tonalidades y niveles de las voces que la forman. Una red de voces que resisten a la guerra que el Poder les hace”.
(Fragmento de la Segunda Declaración Zapatista de La Realidad.)

A más de trece años después de su famoso levantamiento en el estado de Chiapas, en el sureste mexicano, las palabras zapatistas siguen resonando por todo el mundo. El pasado domingo 21 de octubre, tuvieron eco desde el este de Harlem – y por toda la ciudad de Nueva York – en el primer “Encuentro de la Ciudad de Nueva York por la Humanidad y contra el Desalojo Neoliberal”.


D.R 2007 MJB
El evento fue presentado por el Movimiento por Justicia del Barrio (MJB), como “una estrategia de intercambio desarrollada por los zapatistas como otra forma de hacer política: abajo y a la izquierda” . Al menos 15 organizaciones diferentes que trabajan contra el aburguesamiento en toda la ciudad – además de observadores de grupos ubicados en Rhode Island, Connecticut, Nueva Jersey y Pennsylvania – llegaron al este de Harlem, centro del MJB, buscando crear “un lugar donde todos podamos hablar, donde todos escucháremos y donde todos podamos aprender”.

The Narco News Bulletin<br><small>Reporting on the War on Drugs and Democracy from Latin America

 

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ARQUITETURA DA SOBRA: A CIDADE SUBEXPOSTA

Tras un estudio riguroso y exhaustivo de estos masivos asentamientos irregulares el artista nos propone una interveción parcial de estos espacios caóticos.

Partiendo de las declaraciones del Presidente brasileño Lula en relación al reconocimiento de la propiedad de los favelados quedan absolutamente asentadas estas particulares arquitecturas. Dado que la mayoría de las favelas están desapareciendo tras las "Tropas de Choque" militares y la entrada posterior de la infraestructura de la demolición: tractores y palas mecánicas. La intención del artista sería la recuperación de esos espacios de la memoria histórica reciente. Si el Proyecto Cingapura (proyecto de demolición del chabolismo y verticalización de ese espacio como habitat de los irregulares) tenderá a anular parte de estas territorializaciones ilegales; ¿porqué no proponer alternativas a esa supresión?

Con esta perspectiva el artista plantea un reciclaje parcial partiendo de la realidad pre-existente. Dionisio González plantea una reestructuración radical de la edificabilidad mejorando unas condiciones de habitabilidad precarias.

CONFRONTAÇÃO - 

com Maria Elvira Díaz Benítez – 4ª. Parte

 

Maria Elvira

Muito do pensamento “de esquerda”, como a ideologia proletária e os movimentos negros, embora sejam revolucionários por um lado, são reacionários por outros, pois conservam dentro de seu círculo de valores concepções homofóbicas, machistas e misóginas. Igualmente, as políticas gay nem sempre dão atenção aos fatores classe e raça e colocam equivocadamente pessoas diversas socialmente em um mesmo patamar. É necessário o estabelecimento de parcerias entre diversas militâncias, as organizações negras se veriam grandemente enriquecidas se incluíssem em suas agendas discussões relativas a políticas de gênero e políticas de diversidade sexual; as militâncias gays e de mulheres precisam incluir também discussões sobre raça e racismo. 

 

Osmundo

Como você avalia a recepção da teoria queer no Brasil, tendo em vista que, diferentemente de seu contexto originário, aqui a teoria não está vinculada a movimentos sociais radicais, mas parece estar sendo “importada” apenas como mais uma novidade intelectual do “norte global”?

 

Maria Elvira

Sem dúvida a teoria queer conta com muita mais receptividade nos circuitos intelectuais do país, que nos movimentos sociais. Principalmente antropólogos, estudiosos do gênero e das sexualidades, estão se debruçando em aplicações, algumas vezes inovadoras, de dita teoria. Por outro lado, também tem havido no Brasil uma recepção da teoria queer desde as Letras, mas acho que, infelizmente, não existe muito diálogo a este respeito entre literatos e antropólogos.

 

Mas esta é uma deficiência que se aplica também ao resto da América Latina. Na militância, a teoria queer é ainda um processo emergente, ausência que imagino se verá cimentada também com a contribuição dos intelectuais, com a presença destes na militância e com as parcerias entre academia e movimentos sociais.

 

* As fotos do Galaxcentro 18, na segunda parte, e do casal, na terceira, foram gentilmente cedidas pela entrevistada.

CONFRONTAÇÃO - 

com Maria Elvira Díaz Benítez – 3ª. Parte

 

Maria Elvira

Ainda, acredito que quando falamos de “identidade gay” como um todo, inevitavelmente nos remetemos ao movimento social que foi criado por pessoas brancas, de camadas médias, e possivelmente provenientes de círculos intelectuais. Vale a pena perguntar-nos, por conseguinte, se tal representação é garantia de universalidade; eu diria que não. Estas identificações exatas podem converter-se em um mecanismo para se categorizarem em classificações straight e podem também representar uma estratégia de conservarem hierarquias no chamado universo gay.  Universo que nos casos que pesquisei em Bogotá e no Rio de Janeiro, é marcado pela heterogeneidade de raça, classe, performances de gênero, estilos de vida, ethos, enfim, diferenças criadas também a partir do mercado.

 

 

 

A “beleza” da noção queer, é que ele sozinha carece de um conteúdo definidor claro e unívoco e, como tal, permite ressaltar a instabilidade das definições e das práticas sexuais, dando capacidade a um grande número de sexualidades dissidentes que tampouco cabem na identidade gay; ela traz outras formas de compreensão das experiências homoeróticas e das sexualidades “estranhas”, incluindo novas vias de análise de matérias como raça, classe social e performance de gênero. Razão tinha Eve Kosofsky Sedgwick quando escreveu que nada é fixo, muito menos a sexualidade, e que o homoerotismo não é privilégio do ou da homossexual.

 

Pessoalmente sou muito cara à noção de Multidões Queer da Beatriz Preciado. Ela explica que coletivos de gays, lésbicas, transexuais e transgêneros, em reação contrária à normalização da identidade gay, têm proposto uma proliferação de diferenças de raça, de classe, de idade, de práticas sexuais não-normativas. Sendo assim, pensar em multidão e não em minoria, é um outro mecanismo de estruturar­se como sujeito político.

 

Na minha pesquisa encontrei um imenso leque de posições de sujeito hierarquizadas e um grande número de classificações dos indivíduos que pertencem aos circuitos gay de ambas as cidades. As leituras das maneiras como se constróem ditas classificações apontam a uma diversidade de subjetividades, corpos e discursos atravessados por raça, gênero, classe social, ocupação, idade, aparência, contextos e orientação sexual, ou seja: multidões.

 

 

 

Tentei ter um olhar voltado à compreensao das articulações das diferenças, visando entender como estas originam experiências que definem e posicionam os sujeitos, não por seu pertencimento a identidades fixas, mas sim pela conjunção de fatores, que conseguem colocar os sujeitos em diversos patamares, muitos destes ao lado da subalternidade.

 

Enfim, pontos centrais da pesquisa foram as hierarquias e as fragmentações dos universos homossexuais. Insisto, portanto, que a “cultura homossexual”, a “identidade e o orgulho gay” existem principalmente na mente dos ativistas. Não quero insinuar com isto que eles estejam errados, a esencializaçao das identidades também pode ser utilizada de maneira posicional, e com finalidades estratégicas, em contextos de reivindicação política: as lutas pelos direitos de cidadania, por exemplo.  Mas de modo em geral, a diversidade é uma das principais características de tais mundos, e a desigualdade faz parte de suas estruturas. A noção de orgulho é teoricamente perfeita, é realmente um ápice ideal. Mas, na prática, o orgulho se restringe diante de uma realidade social evidente e acredito que negar as fraturas internas é fomentar uma cegueira que também é historicamente estrutural.

 

 

 

Na minha pesquisa constatei que se existe um sentimento que suporte essas fraturas, este seria a vergonha. Alguns gays sentem vergonha dos “transgeneristas”, algumas lésbicas têm vergonha das marimachas ou Butch, alguns vêem as bichas “pão-com-ovo” como a pior escória, outros se envergonham do físico dos “ursos”, alguns se envergonham da passividade sexual, muitos não consideram a bissexualidade como uma opção autêntica, outros se envergonham dos gays velhos, enfim, a lista continua. 

Intermundos es un proyecto de comunicación que empezó en el 2000 en Bogota. Su propósito es crear canales de comunicación entre grupos y movimientos culturales locales con la juventud del mundo por medio de documentales, centros de información, programas de radio, eventos, arte, artículos, intercambio y el internet.

La globalización cultural se esta desarrollando de forma unilateral; del norte al sur. Los muchos e importantes valores y conocimientos provenientes de las culturas marginadas no están siendo integrados en este proceso. Intermundos aporta, desde el sur, y por medio de la comunicación y el arte, para que estos valores y conocimientos se multipliquen, con el fin de que puedan también influir en los diversos procesos originados por la globalización.

El proyecto empezó con el movimiento del hiphop Colombiano y es en esta área ha tenido el mayor desarrollo. Tenemos una oficina en Bogota, la cual funciona en la Casa de la Cultura de Suba y es donde se encuentra nuestro centro de información. Este centro esta enfocado a la recolección de material relacionada al hiphop internacional y nacional, para ser compartido con la juventud bogotana. También se organizan eventos y talleres alrededor del movimiento del hiphop y existe un programa de radio comunitaria.

Para ver mas acerca de nuestras pasadas y presentes actividades: aka

Premiere - Frekuensia Kolombiana colombian hihop
 

 

 

 

 

Esta semana hablaré de cómo algunas de las locas ricas ayudaron e interfirieron para que se cayera el proyecto de Ley que reconocía
los derechos patrimoniales a las parejas de la comunidad LGBT!!!!!!!!!!!!!!

 

Ahi va el artículo
Las odio!!!!!!!!!!!!!

 

Pues qué les puedo decir?


Estuve hablando con una amiguita malvada y patética, de aquellas ricachonas que se gastan la plata de video en video, de sauna en sauna y que están nominadas al premio en el theatr... por asistencia. Pues sí, una de esas brujas me contó algo que realmente me tiene confundida, irritada y decepcionada.

 

Piensen en las siguientes situaciones:

 

1. Hugo tiene 47 años. Lleva 22 años trabajando y haciendo su capital, tiene dos apartamentos, uno en el norte y el otro en Chapialto, en donde reside junto con Juan desde hace tres años. Hugo acaba de comprar un carrazo nuevo y ha hecho algunas inversiones medio medio. Igualmente paga su servicio de salud y no tiene beneficiarios.

 

2. Juan tiene 22 años. Es bonito, inteligente,de provincia y está estudiando en la universidad gracias a que su pareja, Hugo, le ayuda con una cantidad x para pagar cada semestre. Le ha entregado varios años de su juventud, su belleza y energía a Hugo. Él le ayuda también con el pago del servicio de salud, con la ropa, con sus gustos. Al lado de Hugo montó en avión, ha conocido varias ciudades del país y ha viajado al exterior. Hugo le pagó la cirugía de la nariz.

 

3. Ernesto alias "Elvira" tiene 48 años y es la íntima de Hugo. La loquita no soporta que sus amigas tengan mejores pollos que ella. La señora es conocida como la más rica y la más mala de su grupo. Todas la saludan pero le tienen miedo a su lengua. Elvira le dijo a su amiga Hugo que no fuera huevona, que no se dejara coger de marrana por su marido, que dejara de creerle, que lo botara, que no lo mantuviera más. Que, además a ella le habían dicho (y esto es falso) que Juan andaba perreando por ahí. Ustedes se imaginan el resto...

Elvira, también le expresó su temor por los alcances de la Ley en cuanto a los derechos patrimoniales de las parejas gay y lésbicas.

 

Pues el show es el siguiente: Resulta que en el fin de semana macabro cuando decidieron voltearse los congresistas, más de una loca millonaria hizo llamadas a amigos influyentes, con el ánimo de hacer caer la ley. Es más, en casa de una gran cacica, más de una tomó chocolatico y apretó nalga para que a su marido, por llevar más de dos años con ella, no le tocara un solo centavo de su capitalito bogotano.

Es decir, que algunas de las multimilloricas se temían que les iba a tocar compartir su platica con el pollo con el que viven desde hace más de dos años.

 

Jajajaja, me estoy limando las uñas.

 

Desgraciadas. Y en dónde queda la juventud de aquellos que como Juan, ha acompañado a los manes más adultos, que son los que se han nutrido de la energía de las loquitas pollas???


Hace poco a una  amiga la liquidaron con 500 mil pesos, después de llevar con el man más de cinco años. El típico caso: Un senor de 4o piso y la loquita de veintitantos. Qué horrendo es barrer, trapear y amanecer una casa que uno cree suya y después chao y sin nada de nada.

 

Otra loquita de Medellín me contó su historia. Ella, muy bonita y  tiene treinta y varios. Hace poco el marido falleció. Cuando el man se murió, la hermana, le dijo a la loquita en cuestión que le entregara las llaves del apartamento y del carro, la billetera del muerto y que pasara al otro día por la ropa.
Efectivamente, la loca, después del entierro del marido fue a recoger sus cositas. Sus cositas estaban metidas en una bolsa de almacenes Éxito. Bonita historia, llevaban casi 10 años.

Se imaginarán la magnitud del video, cierto???

 

No solamente los heterosexuales nos dieron la espalda!!!!
Ojalá y se extinguieran los especímenes como Elvira y sus grupitos.

 

Bueno borrachas, no todo es malo.
Al menos nos quedan los hombres

 

Montse.

 

 

Audiovisuales y opinión de temática LGBT

 

http://miaucolombia.com/

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